Obesidade e Doença Cardíaca: Qual a Conexão?
Obesidade é o excesso de gordura corporal, em quantidade que determine prejuízos à saúde, segundo a Organização Mundial da Saúde.
A obesidade é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de doenças cardíacas.
Quando uma pessoa está acima do peso, especialmente quando há um acúmulo excessivo de gordura na região abdominal, isso pode levar a várias alterações no organismo que afetam negativamente o coração.
O Dr. Bruno Bacelar pode te ajudar neste processo.
Consequências da Obesidade
Uma das principais consequências da obesidade é o acúmulo de células gordurosas ou adipócitos no corpo.
Essas células produzem substâncias inflamatórias que podem causar danos nas paredes das artérias e promover a formação de placas ateroscleróticas.
Essas placas são depósitos compostos por colesterol e outras substâncias que se acumulam nas paredes arteriais, estreitando-as e restringindo o fluxo sanguíneo para o coração.
Para ser considerada obesa, uma pessoa tem que ter seu IMC -Índice de Massa Corporal, é maior ou igual a 30 kg/m2 e a faixa de peso normal varia entre 18,5 e 24,9 kg/m2.

Tipos de obesidade

Na tabela acima temos os índices que demonstram os valores de IMC que tem que ser monitorados sendo:
IMC < 18,5 – abaixo do peso
IMC entre 18,5 e 24,9 – peso normal
IMC entre 25 e 29,9 – sobrepeso
IMC entre 30 e 39,9 – obeso
IMC > 40 – obesidade mórbida
Obesidade Infantil
A obesidade infantil é um problema de saúde pública em crescimento em todo o mundo, incluindo o Brasil.
Ela se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo da criança, resultante do desequilíbrio entre a ingestão e o gasto de energia.
Existem diversos fatores que contribuem para o aumento da obesidade infantil. Entre eles, estão:
1. Alimentação inadequada: consumo excessivo de alimentos ricos em açúcares, gorduras saturadas e calorias vazias, como refrigerantes, fast food e alimentos ultra processados;

2. Sedentarismo: falta de atividades físicas regulares ou brincadeiras ao ar livre;
3. Fatores genéticos: alguns estudos mostram que a predisposição genética pode influenciar no ganho de peso;
4. Ambiente familiar: hábitos alimentares dos pais e estilo de vida familiar podem influenciar os hábitos das crianças.
As consequências da obesidade na infância são significativas tanto no curto quanto no longo prazo.
No curto prazo, as crianças obesas têm maior probabilidade de desenvolver problemas como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia (alterações nos níveis sanguíneos de colesterol e triglicerídeos) e esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado).
No longo prazo, a obesidade na infância está associada a um maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, osteoartrite, apneia do sono e até mesmo certos tipos de câncer na vida adulta.
O tratamento da obesidade infantil envolve uma abordagem multidisciplinar, que inclui mudanças no estilo de vida e hábitos alimentares. Algumas recomendações importantes são:
1. Alimentação saudável: incentivar a ingestão regular de frutas, legumes, verduras, cereais integrais e proteínas magras. Evitar alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas;
2. Atividade física: estimular uma rotina diária de atividades físicas adequadas à idade da criança;
3. Tempo limitado em frente às telas: controlar o tempo que a criança passa assistindo TV ou usando dispositivos eletrônicos;
4. Ambiente familiar favorável: envolver toda a família nas mudanças alimentares e incentivar hábitos saudáveis para todos.
É importante destacar que o acompanhamento médico é fundamental durante todo o processo de tratamento da obesidade infantil para monitorar o progresso da criança e adaptar as estratégias conforme necessário.
Prevenir a obesidade desde cedo é essencial para garantir um desenvolvimento saudável das crianças e evitar complicações futuras relacionadas à saúde cardiovascular e metabólica.
Por isso, é fundamental promover uma alimentação equilibrada e um estilo de vida ativo desde os primeiros anos de vida.
População mundial acima de 5 anos de idade e percentagem com sobrepeso e obesidade.

Doenças cardiovasculares x Obesidade
Pessoas com obesidade são mais propensas a desenvolver doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer, diabetes, hipertensão, trombose, problemas nas articulações, dificuldades respiratórias, gota, pedras na vesícula e outras doenças.
O coração tem seu desempenho afetado com o acumulo de células gordurosas (obesidade), que podem aumentar o risco de entupimento das artérias ao mesmo tempo em que os altos níveis de açúcar no sangue podem causar o endurecimento do músculo cardíaco dificultando o desempenho adequado do coração.
Quanto maior o sobrepeso, maior é o esforço que o órgão precisa fazer para conseguir bombear o sangue.
A gordura que se forma dentro das artérias pode prejudicar o fluxo sanguíneo e de oxigênio, aumentando a pressão arterial e contribuindo para elevar a chance de infarto.
FAQ
Qual a relação entre obesidade e doenças cardíacas?
A obesidade aumenta o risco de doenças cardíacas ao impactar negativamente a pressão arterial, colesterol e controle da glicose, contribuindo para inflamações crônicas e maior esforço do coração.
Pessoas obesas têm maior chance de infarto?
Sim. O excesso de gordura corporal está associado a maior risco de infarto e outras complicações cardiovasculares, especialmente quando combinado com sedentarismo, hipertensão e diabetes.
Emagrecer ajuda na prevenção de problemas cardíacos?
Com certeza. A perda de peso saudável melhora os níveis de colesterol, reduz a pressão arterial e diminui a sobrecarga cardíaca, contribuindo para a saúde do coração.
Quais exames podem avaliar o risco cardiovascular em pessoas com obesidade?
Exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e avaliação de perfil lipídico são comuns na análise de riscos cardíacos em pacientes com sobrepeso ou obesidade.
É necessário acompanhamento médico para emagrecer com segurança?
Sim. Um plano de emagrecimento supervisionado por cardiologista e equipe multidisciplinar é essencial para garantir resultados seguros e eficazes, principalmente em pacientes com risco cardíaco.






